8 de jan de 2009

Ana Carolina, Adriana Calcanhoto e Neusa Pinheiro.
Sentei, abri o caderno, resgatei a sabedoria da pasta e num virar de páginas os pensamentos e as palavras, todos soltos se misturavam e se embrenhavam dentro da minha cabeça se recusando a serem domadas pela força da lógica. O dia foi assim, rápido, impreciso e filosófico, com muitas interrogações. A cada passo, a cada respirar, a cada virar de página apareceu uma dúvida. A culpa da dúvida é minha? Sem a menor das pretensões declaro que a culpa da minha dúvida é única e exclusivamente dos outros! A minha dúvida é fruto da incapacidade de conquista dos outros que atravessa séculos, da rotina alheia e das limitações do sentir dos alheios, e isso me deixa em dúvida, os alheios é que determinam o que vale a pena ou não pra mim. E de hoje, só ficaram as palavras, soltas, imprecisas, e úmidas de sereno.